belém-rato. a pé.
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
o meu filho
"olha a miss pu na televisão! sim eu e alguns amigos meus achamos que a mãe parece a Selena Gomez".
que medo. do trato por "miss pu", à Selena que ele admira, ao me achar parecida com ela.
Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
16 de janeiro
descobri, os meus dois amores nasceram no mesmo dia: a kate moss na moda. o meu homem na vida.
Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
tínhamos tudo para dar certo
eu & tu, Portugal. que sonho de tempo se nos tem apresentado este Inverno...
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
a culpa é dos contos de fada
e não me refiro apenas às questões sentimentais. papei cinderelas, brancas de neves, belas adormecidas, pocahontas... papava tudo o que eram contos de fadas. adorava. punham-me um sorriso no rosto. via e revia e voltava a ver. acordava às 7 da manhã para ir pôr a cassete no vídeo tosquíssimo, e ficava ali, completamente extasiada no fantástico mundo da fantasia. cresci a ver essas animações. acho que as vi até tarde demais. no meu tempo, ainda éramos um tanto ou quanto infantis com 10 anos. e no meu coração e cabeça, guardei para sempre o "tudo acaba bem". independentemente do "viveram felizes para sempre", passei a acreditar que no final, tudo se resolvia, tudo acabaria, enfim, bem. enquanto isso, a realidade vai fazendo das suas, mostrando a sua face negra, mas eu sempre com o mesmo sorriso com que acompanhava os filmes, pensei, pensei demais, para mim: no final, tudo acabará bem. agora não sei lidar mais com a realidade. quando o final se aproxima e está longe do final, não diria feliz, mas vivível, não sei o que fazer. então prendo as lágrimas nos locais mais inapropriados para que as mesmas se soltem e penso friamente: a culpa é dos contos de fada. talvez também não fosse má ideia ver mais telejornal.
tem sido um belíssimo treino
conter lágrimas para não desatar em prantos. nos sítios menos apropriados para isso acontecer. à noite na cama, já passou...
Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
tão bom
"(...) abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim (...)"
- não vou dizer a fonte porque não admito que não a saibam de cor -
- não vou dizer a fonte porque não admito que não a saibam de cor -
F*da se é que poupem-me
diz que o facebook tem causado problemas conjugais e etc e por aí além. a mim causa-me outros. fuck, há pessoas que têm mesmo vidas feitas de centenas de álbuns: veneza, capri, milão, londres, parati, praga, tahiti, algures na neve, new york, grécia, algures numa ilha deserta com um nome que nem sei decifrar.... e tudo em curtos espaço de tempo. foda-se que não vos digo nem vos conta a depré com que fiquei. e vontade de trabalhar agora? a seguir? fazer o quê quando a próxima viagem que planeio é à margem sul, no máximo? a sério, vou fechar a minha conta, fuck facebook.
Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012
honeymoon
o lado bom das relações mais "complicadas" é que quando tudo está bem, não está apenas "bem", mas são autênticas luas-de-mel.
Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012
doggie bag
ontem sobrou imenso caril de gambas que estava óptimo e pedi para levar o resto para casa. hoje foi o meu almoço e continuava óptimo. foi a primeira vez de muitas. crise? burrice em nunca o ter feito antes.
Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012
coisas da vida
o meu filho nasceu às 16h16. curiosamente, eu que não uso relógio, sempre que vou ver as horas ao telemóvel, das poucas vezes que o faço, são 16h16. significará algo, ou é apenas uma mera coincidência que, como tão bem sabemos fazer, quero atribuir um significado por aí além que na verdade não existe? aposto na segunda.
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
bacas
para além das mensalidades gordas que pago todos os meses, sempre que mando um chocolatinho para o meu filho na lancheira, aquelas vacas gordas comem-no. pergunto-lhe sempre: "então e o chocolatinho que mãseinha querida mandou, estava bom?" e ele com aqueles olhos a pestanejar amoroso: "qual chocolate mãe? não vi chocolate nenhum!". bacas...
Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
ontem estava a ver isto
e a trinta minutos do fim o carregador do meu computador morreu, e óbvio, o computador idém. e estava a gostar tanto...
li algures: a culpa é do amor
Eu sei que te magoo e que isso dói. Eu sei que critico, que te bato,
que amaldiçoo, que te chego odiar por tanto amar. Eu sei que sou bruta nas
minhas palavras e me achas um monstro nas minhas acções. Eu sei que sim. Mas
aceita as minhas desculpas. Não é nada contigo. É com ele. Com o amor.
Apenas... Ele é tão pouco palpável! Tão pouco visível... E tu és quem mais se
aproxima dele, portanto sobra para ti, claro. Mas a culpa é dele e não tua, por
isso aceita as minhas desculpas. A culpa é do meu amor por ti, mas é ele o amor
o sujeito que devia ser mal tratado e não tu, mas és tu a sua personificação e
claro, sobra para ti.
Mas é a ti que amo, não a ele, tu és o meu amor, não ele. Por isso
entende e aceita as minhas desculpas.
Espero e acredito que sintas o mesmo. Uma enorme falta de uma figura
palpável, real e evidente, que personifique o amor que tão mal nos tem feito e
que, então, acabe também por sobrar para mim. Aceito as tuas desculpas. Que
todas as palavras, gestos, olhares, tudo aquilo que me magoa, não seja, na
verdade, dirigido a mim, mas sim a ele. O amor é mau. Nós não. Apenas fomos
apanhados nas suas malhas e não conseguimos descalçar a bota. Por isso aceito
as tuas desculpas. A culpa é dele, não tua. Não minha. Não nossa.
A culpa é do amor. Por isso perdoemo-nos mutuamente e deixemos que ele
saia, devagarinho e em paz, das nossas vidas. Por amor a nós.
de dois mil e doze em diante
never never never never never never never never never more:
falar, opinar, sugerir, criticar relações de outrem.
o amor é um lugar estranho e sem saber ler nem escrever, pode ser que vamos lá parar um dia e aí também falarão, criticarão, irão dar sugestões e dicas e também nós podemos não gostar.
o amor é um lugar estranho e sem saber ler nem escrever, pode ser que vamos lá parar um dia e aí também falarão, criticarão, irão dar sugestões e dicas e também nós podemos não gostar.
dois mil e doze
- acordar às 7h da manhã para resolver merdas que já deviam estar resolvidas há totil. check
a partir de agora, as minhas resoluções para 2012 só se escrevem depois de estarem realizadas. anos e anos a fazer listas e listas que invariavelmente, não passam do primeiro ponto.
Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
2012: dá para ser feliz? o edson acha que sim
"Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o miúdo e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava em frente aos seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o rapazinho ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: “Ajuda-me a olhar!" (Eduardo Galeano)
Quantos olhos precisamos de ter para ver o invisível, o abstracto, o imaterial? Pois é, custa os olhos da cara vislumbrar o ano que passou e imprimir na memória apenas o que de bom merece restar.
Aposto que daqui a dez anos você vai olhar para 2011 e sentirá saudades. Se em 2021 estiver com trinta anos, recordará o Verão deste quase finado ano como um dos mais felizes da sua vida. Ouvirá as músicas que agora não tem paciência de escutar e sentirá, como que por encanto, cheiros e sabores pretéritos, ouvirá as vozes de amigos perdidos, saboreará beijos de bocas que já não existem mais. A matemática vale para todas as idades. Os que em 2021 tiverem 40 perceberão que foi em 2011 que se tornaram um pouco mais adultos, brincaram com os seus ainda pequenos filhos, jantaram com parentes queridos que serão, então, apenas fotos de um álbum na estante e que, principalmente, viveu para contar tudo isso.
Sei que 2011 goza de má fama. Mas nenhum um ano é perfeito. Todos são uma amálgama de bons e maus momentos. Alguns melhores para alguns, outros piores para outros. Contas feitas, ter sobrevivido acaba por ser o factor de desempate. Tantos são os que ficaram para trás. Nem que seja em respeito aos que comemoraram a entrada de 2011 mas que não poderão fazer o mesmo na saída, deveríamos sentir uma brisa de gratidão por nos ser permitido continuar a nossa jornada.
Ando a perguntar (e a perguntar-me) se vai dar para ser feliz em 2012. A simples interrogação enche os meus pares de euforia ou calafrios de medo, dependendo do espírito de cada um. O que não deixa de ser curioso. Não seria essa a questão obrigatória a colocar no momento em que vamos saltar de folha no calendário?
“2012: Dá para ser feliz?” Adoraria saber a sua resposta (caso ela seja positiva; em casos de negativa, o que não deixa de ser um direito seu, guarde para si mesmo, o mundo não precisa de ouvir mais lamentos por antecipação; a vida já é dura o suficiente para os optimistas, até porque para os pessimistas o jogo está sempre ganho: se der errado, estavam certos; se der certo, nunca será o suficiente).
“2012: Dá para ser feliz?” A pergunta tem a ver com felicidade, nada a ver com tornar-se rico, ser promovido, descobrir a fonte da beleza ou da juventude, encontrar a alma gémea ou quaisquer outros objectivos em específico. Essas coisas até podem acontecer na sua vida (e, se me permite, rezarei para que aconteçam). Mas a felicidade não é um bonequinho de plástico que vem dentro de um pacote de corn flakes. A felicidade não é um acessório caro num automóvel, um suplemento vitamínico, um brinde barato e inútil que vem com uma revista. Mais respeito com a felicidade (com a sua felicidade), ela merece.
“2012: Dá para ser feliz?” Recorro ao conto que dá início a este texto. A resposta tem a ver com o seu ponto de vista. É ver para crer. É uma questão de olhar. Lupas, óculos, lunetas, amigos e amores podem até ajudar, mas o que você (vi)verá em 2012 dependerá sempre de como vão estar o seu coração e a sua mente.
Para ajudar, deixo a letra de um samba (existe ritmo mais feliz do que esse?) que se chama “A Origem da Felicidade”, de Celso Fonseca, e que dá algumas pistas sobre como ter um feliz 2012. E, já agora, antes que eu parta, fica o meu simplório, porém sincero, desejo (já sem o ponto de interrogação e que eu espero que você reparta entre quem ama): “2012: Dá para ser feliz”. Ah, se dá…
“Mesmo que a tristeza desbote o seu dia
Por trás das nuvens do mau tempo brilha o sol
Removi o sofrimento com a alegria
Minha bússola, meu rumo, meu farol
A alegria é o alimento da alma
A alegria é nossa grande inspiração
A alegria recompensa os sacrifícios
A alegria é soberana decisão
Tempera o teu medo com a esperança
Inclina essa balança a teu favor
A alegria é a origem da felicidade
Acredito que o samba é o criador”
texto de Edson Athayde para a revista Sábado.
obrigada pelas tuas palavras mais uma vez. este senhor que tenho o prazer de conhecer bem e que me disse outro dia: "Pureza, quanto melhor a conheço mais gosto de você". dá para não gostar dele? não dá.
Quantos olhos precisamos de ter para ver o invisível, o abstracto, o imaterial? Pois é, custa os olhos da cara vislumbrar o ano que passou e imprimir na memória apenas o que de bom merece restar.
Aposto que daqui a dez anos você vai olhar para 2011 e sentirá saudades. Se em 2021 estiver com trinta anos, recordará o Verão deste quase finado ano como um dos mais felizes da sua vida. Ouvirá as músicas que agora não tem paciência de escutar e sentirá, como que por encanto, cheiros e sabores pretéritos, ouvirá as vozes de amigos perdidos, saboreará beijos de bocas que já não existem mais. A matemática vale para todas as idades. Os que em 2021 tiverem 40 perceberão que foi em 2011 que se tornaram um pouco mais adultos, brincaram com os seus ainda pequenos filhos, jantaram com parentes queridos que serão, então, apenas fotos de um álbum na estante e que, principalmente, viveu para contar tudo isso.
Sei que 2011 goza de má fama. Mas nenhum um ano é perfeito. Todos são uma amálgama de bons e maus momentos. Alguns melhores para alguns, outros piores para outros. Contas feitas, ter sobrevivido acaba por ser o factor de desempate. Tantos são os que ficaram para trás. Nem que seja em respeito aos que comemoraram a entrada de 2011 mas que não poderão fazer o mesmo na saída, deveríamos sentir uma brisa de gratidão por nos ser permitido continuar a nossa jornada.
Ando a perguntar (e a perguntar-me) se vai dar para ser feliz em 2012. A simples interrogação enche os meus pares de euforia ou calafrios de medo, dependendo do espírito de cada um. O que não deixa de ser curioso. Não seria essa a questão obrigatória a colocar no momento em que vamos saltar de folha no calendário?
“2012: Dá para ser feliz?” Adoraria saber a sua resposta (caso ela seja positiva; em casos de negativa, o que não deixa de ser um direito seu, guarde para si mesmo, o mundo não precisa de ouvir mais lamentos por antecipação; a vida já é dura o suficiente para os optimistas, até porque para os pessimistas o jogo está sempre ganho: se der errado, estavam certos; se der certo, nunca será o suficiente).
“2012: Dá para ser feliz?” A pergunta tem a ver com felicidade, nada a ver com tornar-se rico, ser promovido, descobrir a fonte da beleza ou da juventude, encontrar a alma gémea ou quaisquer outros objectivos em específico. Essas coisas até podem acontecer na sua vida (e, se me permite, rezarei para que aconteçam). Mas a felicidade não é um bonequinho de plástico que vem dentro de um pacote de corn flakes. A felicidade não é um acessório caro num automóvel, um suplemento vitamínico, um brinde barato e inútil que vem com uma revista. Mais respeito com a felicidade (com a sua felicidade), ela merece.
“2012: Dá para ser feliz?” Recorro ao conto que dá início a este texto. A resposta tem a ver com o seu ponto de vista. É ver para crer. É uma questão de olhar. Lupas, óculos, lunetas, amigos e amores podem até ajudar, mas o que você (vi)verá em 2012 dependerá sempre de como vão estar o seu coração e a sua mente.
Para ajudar, deixo a letra de um samba (existe ritmo mais feliz do que esse?) que se chama “A Origem da Felicidade”, de Celso Fonseca, e que dá algumas pistas sobre como ter um feliz 2012. E, já agora, antes que eu parta, fica o meu simplório, porém sincero, desejo (já sem o ponto de interrogação e que eu espero que você reparta entre quem ama): “2012: Dá para ser feliz”. Ah, se dá…
“Mesmo que a tristeza desbote o seu dia
Por trás das nuvens do mau tempo brilha o sol
Removi o sofrimento com a alegria
Minha bússola, meu rumo, meu farol
A alegria é o alimento da alma
A alegria é nossa grande inspiração
A alegria recompensa os sacrifícios
A alegria é soberana decisão
Tempera o teu medo com a esperança
Inclina essa balança a teu favor
A alegria é a origem da felicidade
Acredito que o samba é o criador”
texto de Edson Athayde para a revista Sábado.
obrigada pelas tuas palavras mais uma vez. este senhor que tenho o prazer de conhecer bem e que me disse outro dia: "Pureza, quanto melhor a conheço mais gosto de você". dá para não gostar dele? não dá.
vou acabar 2011 a desvendar isto
desde que me lembro de a ouvir, que a dúvida me persegue: na música "no woman no cry", a mensagem é "oh mulher vá lá não chores" ou "sem mulher não há choradeira". por favor, são anos e anos numa luta constante com o meu cérebro sempre que a oiço e nunca me tinha ocorrido quão útil me podia ser o blog no esclarecimento de questões como esta.
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