e não me refiro apenas às questões sentimentais. papei cinderelas, brancas de neves, belas adormecidas, pocahontas... papava tudo o que eram contos de fadas. adorava. punham-me um sorriso no rosto. via e revia e voltava a ver. acordava às 7 da manhã para ir pôr a cassete no vídeo tosquíssimo, e ficava ali, completamente extasiada no fantástico mundo da fantasia. cresci a ver essas animações. acho que as vi até tarde demais. no meu tempo, ainda éramos um tanto ou quanto infantis com 10 anos. e no meu coração e cabeça, guardei para sempre o "tudo acaba bem". independentemente do "viveram felizes para sempre", passei a acreditar que no final, tudo se resolvia, tudo acabaria, enfim, bem. enquanto isso, a realidade vai fazendo das suas, mostrando a sua face negra, mas eu sempre com o mesmo sorriso com que acompanhava os filmes, pensei, pensei demais, para mim: no final, tudo acabará bem. agora não sei lidar mais com a realidade. quando o final se aproxima e está longe do final, não diria feliz, mas vivível, não sei o que fazer. então prendo as lágrimas nos locais mais inapropriados para que as mesmas se soltem e penso friamente: a culpa é dos contos de fada. talvez também não fosse má ideia ver mais telejornal.
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)


2 Indecisões:
É por isso que eu não vejo comédias românticas.
Já dizia a Carrie no Sex and the City à filha adoptiva da Charlotte. Nunca me esqueci dessa cena!
Mas eu ainda assim acho que há versões do "mal acompanhada" que acabam por ser melhores do que o "antes sozinha"
Enviar um comentário